segunda-feira, 23 de maio de 2011

Desgovernado

Desgovernado segue o barco em meio a tormenta e a despreocupação
O choque é inevitável, mas a maré de sorte protege a embarcação
Será o acaso que comanda o leme? O tripulante solitário não entende
jogado de um lado ao outro do convés, entrega toda sua sorte ao revés

Desgovernado segue o barco, em meio ao caos e a escuridão
As estrelas apontam a rota, mas as ondas decidem aonde vão
o casco resiste aos impactos, mas a água invade por todos os lados
e o tripulante aguarda descrente, a tragédia anunciada e eminente

E o que lhe mantém no barco, se todos já teriam pulado?
Não teme a tormenta, nem os raios
Ninguém o espera no outro lado.

Tem a consciência do seu fim, mas não há motivos para fugir
Inevitável, ele espera apático
E desgovernado segue o barco...

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