Amanheceu...
e cadê a melodia dessa vida?
cadê aquela rima que eu tinha?
me deixou aqui sozinho
me deixou aqui meio vazio
se calou,
emudeceu...
Entardeceu...
procurei o tom que foi perdido
aquele meu acorde preferido
descobri um novo dissonante
que acalentou meu instante
distraiu
envaideceu...
Anoiteceu...
joguei fora as notas reunidas
aquelas que aprendi por toda vida
cortei as cordas do violão
arranquei as peles com a mão
me maltratou
me enlouqueceu...
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Pedido de ano novo
Por todos os lados daquela cobertura, estavam sorrisos e olhares conhecidos. Amigos de longa data. Não inseparáveis, pois a vida trata de aumentar distâncias e diminuir a quantidade de horas do dia. Mas amigos irrevogáveis, dos que serão sempre os mesmo, a pesar dos anos.
Eram 23:55h, e todos se aprumavam esperando o show pirotécnico da praia logo abaixo, vestidos de branco, com garrafas de espumante nas mãos. Ele se afastou um pouco. Seguiu uma tradição que sua mãe o ensinou aos 5 anos. “No primeiro segundo do ano novo, feche os olhos e faça um pedido”, dizia ela.
Não era pra pedir um carro, ou ganhar na loteria Não era nada de material. O pedido era um sentimento, um estado, algo que você esperava que te acompanhasse durante o ano.
E na primeira explosão ornamental de 2013, ele fechou os olhos, e fez seu pedido. Enquanto rolhas das espumantes voavam, abraços e beijos encontravam felicitações, seu telefone tocou:
- Feliz ano novo, filho!
- Feliz ano novo, mãe!
- Então, pediu o quê?
- Um reencontro.
- É?! Nossa... E com quem?
- Comigo mesmo.
- Então comece a procurar!
Eram 23:55h, e todos se aprumavam esperando o show pirotécnico da praia logo abaixo, vestidos de branco, com garrafas de espumante nas mãos. Ele se afastou um pouco. Seguiu uma tradição que sua mãe o ensinou aos 5 anos. “No primeiro segundo do ano novo, feche os olhos e faça um pedido”, dizia ela.
Não era pra pedir um carro, ou ganhar na loteria Não era nada de material. O pedido era um sentimento, um estado, algo que você esperava que te acompanhasse durante o ano.
E na primeira explosão ornamental de 2013, ele fechou os olhos, e fez seu pedido. Enquanto rolhas das espumantes voavam, abraços e beijos encontravam felicitações, seu telefone tocou:
- Feliz ano novo, filho!
- Feliz ano novo, mãe!
- Então, pediu o quê?
- Um reencontro.
- É?! Nossa... E com quem?
- Comigo mesmo.
- Então comece a procurar!
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