Por todos os lados daquela cobertura, estavam sorrisos e olhares conhecidos. Amigos de longa data. Não inseparáveis, pois a vida trata de aumentar distâncias e diminuir a quantidade de horas do dia. Mas amigos irrevogáveis, dos que serão sempre os mesmo, a pesar dos anos.
Eram 23:55h, e todos se aprumavam esperando o show pirotécnico da praia logo abaixo, vestidos de branco, com garrafas de espumante nas mãos. Ele se afastou um pouco. Seguiu uma tradição que sua mãe o ensinou aos 5 anos. “No primeiro segundo do ano novo, feche os olhos e faça um pedido”, dizia ela.
Não era pra pedir um carro, ou ganhar na loteria Não era nada de material. O pedido era um sentimento, um estado, algo que você esperava que te acompanhasse durante o ano.
E na primeira explosão ornamental de 2013, ele fechou os olhos, e fez seu pedido. Enquanto rolhas das espumantes voavam, abraços e beijos encontravam felicitações, seu telefone tocou:
- Feliz ano novo, filho!
- Feliz ano novo, mãe!
- Então, pediu o quê?
- Um reencontro.
- É?! Nossa... E com quem?
- Comigo mesmo.
- Então comece a procurar!
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