quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Pedido de ano novo

Por todos os lados daquela cobertura, estavam sorrisos e olhares conhecidos. Amigos de longa data. Não inseparáveis, pois a vida trata de aumentar distâncias e diminuir a quantidade de horas do dia. Mas amigos irrevogáveis, dos que serão sempre os mesmo, a pesar dos anos.

Eram 23:55h, e todos se aprumavam esperando o show pirotécnico da praia logo abaixo, vestidos de branco, com garrafas de espumante nas mãos. Ele se afastou um pouco. Seguiu uma tradição que sua mãe o ensinou aos 5 anos. “No primeiro segundo do ano novo, feche os olhos e faça um pedido”, dizia ela.

Não era pra pedir um carro, ou ganhar na loteria Não era nada de material. O pedido era um sentimento, um estado, algo que você esperava que te acompanhasse durante o ano.

E na primeira explosão ornamental de 2013, ele fechou os olhos, e fez seu pedido. Enquanto rolhas das espumantes voavam, abraços e beijos encontravam felicitações, seu telefone tocou:

- Feliz ano novo, filho!

- Feliz ano novo, mãe!

- Então, pediu o quê?

- Um reencontro.

- É?! Nossa... E com quem?

- Comigo mesmo.

- Então comece a procurar!

Nenhum comentário:

Postar um comentário