Aquela noite, que era só mais uma noite de sexta-feira, se tornou a pior de todas. Tornou-se a noite mais longa. A mais escura. A pior de todas as noites.
Então se tornou sábado. O pior de todos os sábados. O mais solitário. Onde se procura uma fuga. Onde se esquece a dor no peito, com uma pancada na cabeça. Na chuva, no frio, cercado de amigos, ainda sim, solitário. E quando jogado na lama, quando pisado, tem um breve momento de paz. Pois uma dor alivia a outra. Mas não cura.
E o domingo, que por si só é triste, fica ainda mais melancólico. Torna-se insuportável, quando corre para o lado errado. Quando o que deveria te levar para longe, te joga no chão. O que deveria iludir e fechar os olhos, escancara toda a verdade. Tudo dá errado. E assim será, até que esteja acabado.
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